O modelo de precificação de opções Black 76, também conhecido como modelo Black-Scholes para opções com dividendos, é amplamente utilizado na avaliação de opções financeiras. Foi proposto por Fisher Black e Myron Scholes em 1976 como uma extensão do modelo Black-Scholes original para opções em ações que pagam dividendos.

Este modelo é amplamente utilizado na prática financeira devido à sua robustez e eficácia na avaliação de opções. Ele se baseia na premissa de que o preço de uma opção é determinado por vários fatores, incluindo a volatilidade do ativo subjacente, o preço do ativo subjacente, a taxa livre de risco e o tempo até a expiração da opção. Além disso, o modelo também leva em consideração o impacto dos dividendos distribuídos pelo ativo subjacente durante o período de vida da opção.

Existem várias referências bibliográficas que discutem e exploram o modelo Black 76 e suas aplicações. Alguns dos principais trabalhos incluem:

  1. Black, F., & Scholes, M. (1973). "The Pricing of Options and Corporate Liabilities". Journal of Political Economy, 81(3), 637-654.
  2. Hull, J. C. (2018). "Opções, Futuros e Outros Derivativos". Bookman Editora.
  3. Merton, R. C. (1976). "Option pricing when underlying stock returns are discontinuous". Journal of Financial Economics, 3(1-2), 125-144.

Essas referências são essenciais para a compreensão e aplicação do modelo Black 76. Recomenda-se a leitura desses trabalhos para obter uma visão mais aprofundada sobre o assunto.

Além das referências mencionadas, também é importante destacar que o modelo Black 76 é amplamente utilizado por instituições financeiras em todo o mundo. Sua aplicação abrange diferentes áreas, como gestão de riscos, investimentos e precificação de ativos financeiros. Através do modelo Black 76, os profissionais do mercado financeiro podem tomar decisões mais informadas e embasadas na avaliação de opções.

Outro aspecto relevante é a importância de entender as limitações do modelo Black 76. Embora seja um modelo amplamente aceito e utilizado, ele ainda possui algumas simplificações e pressupostos que podem afetar a precisão das avaliações. Portanto, é fundamental considerar cuidadosamente os resultados obtidos utilizando o modelo Black 76 e analisar outras abordagens e modelos alternativos para uma análise mais completa e precisa.

Em resumo, o modelo de precificação de opções Black 76 é uma ferramenta valiosa na avaliação de opções financeiras. Sua aplicação é ampla e seu uso é respaldado por várias referências bibliográficas. No entanto, é importante estar ciente das limitações e considerar outras abordagens para uma análise mais abrangente.

As 7 premissas do modelo de Black-Scholes são:

  1. A taxa de juros livre de risco é constante e conhecida.
  2. Não há custos de transação envolvidos na negociação da opção.
  3. Os retornos do ativo subjacente são distribuídos normalmente.
  4. Não há restrições à venda a descoberto da opção.
  5. Não há pagamentos de dividendos durante a vida da opção.
  6. Não há oportunidades de arbitragem sem risco.
  7. Os mercados são eficientes e não há fricções.

Essas premissas são fundamentais para o cálculo do valor justo de uma opção usando o modelo de Black-Scholes.